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O Coro Polifónico da Lapa é uma casa sem paredes, um festim sem mesa, um brinde sem copos. É musica que preenche todos os cantos, que entrelaça os olhares, que cimenta a união entre todos. O Coro Polifónico da Lapa é as suas gentes. Chegam de todos os cantos do mundo ao nosso país e às nossas vidas. Cada um traz consigo a riqueza dos seus dons, do seu sorriso mas também da sua cultura que nos eleva. Chegam com todas as idades e todos os saberes. Não há limitações quando se traz a música na alma. E não há maior riqueza numa comunidade do que a diversidade de todas estas cores que deixam a sua marca por onde passam, que tocam os corações com que se cruzam. Somos com orgulho, somos com amizade, somos com amor, Coro Polifónico da Lapa.

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"Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!"

Se tal evocação de Florbela Espanca nos aguça os sentidos pela poesia revestida dos tons da Primavera, não menos o faz com a mesma intensidade e elevação o Concerto de Brandenburgo No. 3 de J. S. Bach, ou em tantas outras das suas composições, com ritmos de todas as cores e brisas que refrescam-nos as emoções neste dia tão especial em que celebramos a vida de Bach. Não será coincidência o nascimento do génio da música no dia que assinala o início da primavera, consagrado Dia da Poesia. "No mundo de hoje, onde o ritmo de vida pode ser frenético, a música de Bach proporciona um refúgio – um lugar onde a complexidade da existência é destilada em momentos de pura beleza. Quer sejam experimentadas na grandeza de uma sala de concertos ou na intimidade de uma sala silenciosa, as composições de Bach têm o poder de transportar os ouvintes para um reino onde a linguagem é universal e as emoções são transmitidas através da arte do som.

O legado de J. S. Bach perdura não apenas como figura histórica, mas como criador atemporal cuja música clássica relaxante transcende fronteiras e continua a ressoar com o espírito humano. À medida que nos aprofundamos nas harmonias intrincadas e nas melodias sublimes criadas por este génio musical, somos lembrados do poder duradouro da arte para elevar a experiência humana." (Calm radio)

É com tal frescura que enaltecemos este primeiro dia de Primavera, Dia da Poesia.

Poesia que encontramos nas palavras, nos gestos, na música. Nos silêncios. Na transversalidade da arte. Também Bach era poeta. Não se lhe conhecem poemas declamados ou configurados em palavras, mas na sua linguagem da música, a sua linguagem por excelência, ofereceu à sua esposa, o "Pequeno Livro de Anna Magdalena Bach". Uma ode musical que consiste de dois cadernos manuscritos com composições para teclado (minuetos, rondós, polonaises, corais, sonatas, prelúdios, musettes, marchas, gavotas) que compõe a maior parte de ambos os cadernos e umas poucas peças para voz (canções, and arias) também são incluídas. São dois cadernos de 1722 e 1725.

Um presente que lhe consagra o seu amor.

Um presente que se perpetua pela humanidade como um privilégio das gerações pós-Bach.

Privilégio que nós, Coro Polifónico da Lapa, abraçamos, apresentando a Oratória de Natal e a Missa em si menor de Bach na temporada 2025/ 2026.


Vivyane Tavares

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Neste dia, começamos por partilhar a Fé, a Música e a Eucaristia onde sempre estamos presentes com o nosso espírito de missão, unidos na liturgia. Na Igreja da Lapa soaram as vozes de um grande número de elementos do Coro que se fizeram presentes. "Everything grows, Everything has a season .'Til it is gathered to the fathers fold" e porque assim é querido Maestro, celebramos ontem o dom da vida de quem tanto nos inspira na música, na liturgia, nos projetos que nos propõe, mas também e não menos, inspira-nos com a sua luz e os seus valores, a forma positiva como vê o mundo e a força que o impulsiona nas adversidades.

Inspira-nos no sorriso pronto, fácil e genuíno que oferece a todos, todos, todos. Cada um de nós tem a marca da sua liderança e da sua generosa sabedoria técnica, humana e interior. O melhor presente, a presença. Estamos consigo, sempre. A união. Estamos juntos. A estima e o carinho patentes na dedicação de todos para que o seu dia fosse mais-que-perfeito na companhia que escolheu a sua família e os seus amigos, muitos.

Viva o dia 26-01-1975!

Sigamos.

Coro Polifónico da Lapa

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Embrulhamos Puccini com papel de seda verde e fita de veludo carmim, somos tradição, e entregamos em mãos à comunidade da Lapa, para que desembrulhassem o melhor presente que poderíamos oferecer, Oração, Música e Transcendência. Messa di Gloria foi a única composição sacra do autor, e a sua primeira composição aos 18 anos. A acompanhar o presente um cartão assinado pelo punho pelo Maestro Osvaldo Ferreira, Orquestra Filarmónica Portuguesa, Sérgio Sergio Sousa Martins, tenor, Rui Silva, baixo, Coro Polifónico da Lapa e Filipe Veríssimo , Mestre-capela da Casa. Natal é troca, e recebemos o melhor dos presentes, abraços, abraços de quem nos ouve com a alma.

Este ano abraçamos a música, abraçamos projetos, abraçamos quem nos recebe, abraçamos amigos, abraçamos desafios, abraçamos lágrimas, mas sobretudo sorrisos, abraçamos a vida com a delicadeza dos fortes, abraçamos o silêncio, porque só em silêncio podemos ouvir o que nos une, Deus e a Música.

Para 2025 temos três grandes obras que iremos preparar

- Missa em dó menor de Mozart
- Requiem alemão de Brahms
- Oratória de Natal de Bach

Em 2024, tivemos o privilégio de contar com sua presença e confiança. Que no próximo ano possamos continuar a trilhar este caminho e a crescer juntos, alcançando novos patamares de sucesso.


Coro Polifónico da Lapa

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João António de Lima emigrou para o Brasil. Aquando divorciado, apaixonou-se por Luzia Joaquina Bruce. Viveram um grande amor, que durou toda uma vida. Luzia Joaquina Bruce viu partir João António de Lima em 1891.

Podia ter sido só uma simples história de amor, mas Luzia Joaquina Bruce, herdeira da grande fortuna de João António Lima, um “torna-viagem”, quis ir além da simples administração da herança. De coração nobre, qualidade que partilhava com o seu companheiro, decidiu ser benemérita de vários projetos, e garantir em cada um, uma homenagem a João António de Lima, para que permanecesse na memória e nos corações das pessoas.

É assim que nasce, em 1902, o Hospital da Lapa, cuja construção fica concluída em 1904. No cimo da fachada principal do edifício, dá as boas-vindas a cada paciente, a estátua de João António de Lima. Quantas vidas tocaram...

Nas comemorações dos 120 anos do Hospital da Lapa, ao longo desta semana, foram muitas as pessoas que quiseram dar o seu testemunho. O testemunho de tantos, na palavra. Na história. E quantas histórias cabem em 120 anos ao serviço das pessoas.

Para encerramento das celebrações, teve lugar hoje, Eucaristia Solene celebrada pelo Cardeal-Patriarca Emérito de Lisboa, Dom Manuel Clemente, com participação do Coro Polifónico da Lapa, Liliana Oliveira, salmista, Tiago Ferreira no Órgão, direção de Filipe Veríssimo.

Parabéns Hospital da Lapa, por ser a escolha de confiança, por criar esse vínculo com quem acaba de chegar e pelos 120 anos de tantas vidas tocadas a cuidar de um dos bens mais importantes, a saúde física, mental e emocional.

Vivyane Tavares

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É com profundo pesar e consternação que o Coro Polifónico da Lapa comunica o falecimento do estimado Sr. Padre Amorim. Homem de fé e de coração generoso, o Sr. Padre Amorim foi uma presença constante nos nossos concertos e nas missas festivas, como as celebrações do Natal e da Páscoa, onde o nosso coro interpretava grandes obras corais sinfónicas, que ele tanto apreciava e nas quais participava com enorme gosto.

A sua dedicação à comunidade e o seu amor pela música e pela liturgia enriqueceram as celebrações e tocaram profundamente todos os que tiveram o privilégio de o conhecer. O seu apoio incansável e a sua paixão pela arte coral serão lembrados com carinho e gratidão.

Neste momento de dor, expressamos as nossas mais sinceras condolências à sua família, amigos e à comunidade que tanto beneficiou da sua entrega e dedicação. Que a sua alma descanse em paz e que o seu legado continue a inspirar-nos.

Com pesar,
Coro Polifónico da Lapa

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Mais do que Música: o que Construímos Juntos

09-05-2026

Há caminhos que se percorrem com os pés.
E há outros que só se atravessam com alma, coragem e entrega absoluta.

Entre Março e Maio, vivemos uma dessas travessias raras.
Sete concertos. Cinco cidades. Quatro programas distintos. Dois meses de intensidade humana e artística que dificilmente cabem em números mas que ficarão para sempre inscritos na memória de quem os viveu.

Começámos a 14 de Março, na Igreja da Lapa, onde o Nulla in mundo pax sincera, o Magnificat e o Gloria de Antonio Vivaldi abriram este percurso com luz, fé e esperança.

Dias depois, a 17 de Março, a imponência da Casa da Música recebeu a monumental 2.ª Sinfonia de Gustav Mahler, uma obra que exige tudo: técnica, resistência, vulnerabilidade e verdade. E tudo foi dado.

Março terminou e Abril abriu sob a sombra luminosa do Requiem de Wolfgang Amadeus Mozart:
na Casa das Artes de Famalicão,
na Igreja Matriz de São Pedro da Cova,
e novamente na Igreja da Lapa.

Três apresentações. Três encontros diferentes com a mesma eternidade.
Três noites onde a música se tornou silêncio interior, memória e transcendência.

E então Maio trouxe a força telúrica de Carmina Burana, de Carl Orff:
a 7 de Maio no Europarque
e hoje, 9 de Maio, no Teatro Municipal da Guarda.

Mas, pelo meio desta verdadeira maratona artística, houve ainda o compromisso contínuo e silencioso das celebrações dominicais do meio-dia na Igreja da Lapa, momentos menos visíveis, talvez, mas igualmente fundamentais na nossa missão musical e humana.
Com especial emoção, permanecem na memória as celebrações do Domingo da Ressurreição e da Festa de Nossa Senhora da Lapa, vividas com particular intensidade, fé e comunhão.

Mais de 5000 ouvintes cruzaram connosco este caminho.
Mais de 5000 pessoas testemunharam algo que ultrapassa partituras, ensaios, palcos ou aplausos. Porque a verdadeira dimensão deste feito não está apenas na exigência artística alcançada, mas na humanidade que a tornou possível.

Cada músico, cada cantor, cada maestro, cada técnico, cada colaborador, cada pessoa que esteve nos bastidores ou na plateia ajudou a construir algo maior do que um ciclo de concertos: construiu comunidade, memória e sentido.

Foi cansativo. Foi exigente. Por vezes, quase impossível.
Mas a música, quando é feita com verdade, tem esta capacidade extraordinária de unir vontades, superar limites e transformar esforço em beleza.

A todos os que fizeram parte desta caminhada:
obrigado pela disciplina nos dias difíceis, pela generosidade nos momentos decisivos, pela confiança mútua, pela amizade, pela entrega e pela coragem de acreditar que era possível.

O que alcançámos pertence agora à memória destes lugares, destas cidades e destas pessoas.
Mas pertence, acima de tudo, a todos aqueles que ousaram sonhar em conjunto.

E isso ficará muito depois do último acorde se extinguir.

Filipe Veríssimo


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Ser comunidade… Ser Lapa!

07-05-2026

Há coisas que só fazem sentido quando são vividas em conjunto. A comunidade é uma delas.

Na Lapa, aprendemos que pertencer é mais do que estar presente. É cuidar, participar, servir e caminhar lado a lado. É reconhecer que a fé ganha vida no encontro com os outros e que os pequenos gestos, quando feitos com amor, têm um valor imenso.

Ser CPL é precisamente viver esse espírito de proximidade e comunhão. É sentir que cada voz, cada presença e cada contributo ajudam a construir algo maior do que nós próprios. Não somos apenas um coro; somos pessoas unidas pela fé, pela amizade e pela vontade de servir a nossa comunidade.

Foi com esse sentimento que o CPL assumiu a ornamentação do altar de Santo António durante a Festa de Nossa Senhora da Lapa. Mais do que preparar um espaço, foi uma forma simples e sincera de retribuir o carinho com que a comunidade nos acolhe ao longo do ano.

Esta experiência aproximou-nos ainda mais, fortaleceu os nossos laços e recordou-nos da beleza de fazer caminho juntos. Porque, no fim, ser comunidade é isso mesmo: estar disponível, partilhar e construir, uns com os outros, uma casa onde todos se sintam pertencentes.

Ser comunidade é ser Lapa. ❤️


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Tradicional Concerto de Natal na Lapa

20-12-2025

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.

A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.

O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.

O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.

O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.

A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.


Foto de Capa: @pedro.couto


Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa


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