
Natural da Póvoa de Varzim, Rui Silva é mestre em Ensino da Música – Especialização em Canto, obtido com excelência, no Conservatório Superior de Música de Gaia, na classe de Fernanda Correia.
É docente da classe de Canto e Diretor Artístico e Musical do Coro Juvenil Pró-Música, EMPV, e Diretor Musical do Coro CCM, CCM/ARTAVE.
É membro da Comissão Executiva do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim.
Trabalhou aperfeiçoamento vocal e repertório com o maestro Marc Tardue. Tem-se apresentado como solista em inúmeras óperas, oratórias, galas e concertos em salas de espetáculos e outros espaços de relevância do panorama nacional e internacional.
Apresentou-se, como solista, em variadíssimas Oóperas, tais como: Fauteuil, “L’Enfant et les Sortilèges”, Ravel; Uberto, “La Serva Padrona”, Pergolesi; Rei, “El Gato con Botas”, Montsalvatche; Colas, “Bastien und Bastienne”, Mozart; Sarastro, “A Flauta Mágica Mozart; Leporello, “Don Giovanni, Mozart; Morales e Escamillo, “Carmen”, Bizet; Father, “Sete Pecados Mortais”, Kurt Weill; Salieri, “Mozart e Salieiri”, Rimsky-Korsakov; Gremin, “Eugene Onegin”, Tchaikovsky; Ferrando, “O Trovador”, Verdi; Balthazar, “Amahl e os Visitantes da Noite”, Menotti; Don Basilio, Fiorello e Ufficiale, “O Barbeiro de Sevilha”, Rossini; Taddeu de Albuquerque, “Amor de Perdição”, J. Arroyo; Il Gran Ministro, L’orafo e Il Genio della Lampada, “Aladino e a Lâmpada Mágica”, Nino Rota; Don Inigo Gomez, “L’Heure Espagnole”, Ravel; Simone, “Gianni Schicchi”, Puccini; Pessimista, “A Coragem e o Pessimismo”, Jorge Salgueiro; “Irene”, A. Keil; “As Bodas de Fígaro”, Mozart; “Dido e Aeneas”, Purcell…
No campo da oratória, Rui Silva foi solista em imensas obras, das quais se destacam: “Missa da Coroação”, Mozart; “Missa Brevis in G”, Mozart; “Requiem”, Mozart; “Requiem”, D. Bomtempo; “Requiem”, Donizetti; “Magnificat”, Pergolesi; “Magnificat”, Bach; “Stabat Mater”, Dvorák; “Missa op. 147”, Schumann; “Missa de Natal Checa”, Jakub Ryba; “Te Deum”, Bruckner; “Via Crucis”, Liszt; “Stabat Mater”, Rossini; “Ein Deutches Requiem”, Brahms; “Stabat Mater”, Caldara; “Missa Mib”, Schubert”; “Passio”, J. Elsner; “Requiem”, Verdi; “Stabat Mater”, Haydn; “Te Deum”, Charpentier; “Messa di Gloria”, Puccini… Cantou sob a direção de prestigiados Maestros, de renome nacional e internacional. No âmbito da direção artística e musical: estreou em Portugal a obra “Requiem for the Living”, Dan Forrest, em 2016; dirigiu “Requiem”, Fauré; “Requiem”, Rutter; “Missa Festiva”; John Leavitt; “A Little Jazz Mass”, Chilcott…
Participou em diversas classes de aperfeiçoamento, com grandes nomes do panorama lírico nacional e internacional.
Foi galardoado no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi e no Concurso Internacional de Canto Montserrat Caballé.
Foi convidado a integrar o Estúdio de Ópera do Teatro de Nuremberga, Alemanha.
Frequentou o curso de Teologia, UCP – Braga, e o curso de Direito, UL – Porto.
Notícias

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.
A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.
O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.
O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.
O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.
A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.
Foto de Capa: @pedro.couto
Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa