Considerada uma das mais brilhantes óperas buffas, O Barbeiro de Sevilha, de Gioachino Rossini, apresenta-nos uma comédia vibrante, repleta de intriga, charme e inteligência. A ação desenrola-se na cidade de Sevilha e acompanha o ousado conde Almaviva na sua tentativa de conquistar a bela Rosina, uma jovem que se encontra à guarda do velho ciumento Dr. Bartolo, que planeia casá-la consigo.
Para ajudar Almaviva surge a figura inesquecível de Fígaro, o barbeiro mais astuto da cidade, mestre em resolver problemas e, também, em criá-los. Entre disfarces improváveis, planos engenhosos e momentos de humor irresistível, a história avança ao ritmo contagiante da música de Rossini, marcada por energia, virtuosismo vocal e melodias que se tornaram icónicas.
Gioachino Rossini (1792 - 1868)
O Barbeiro de Sevilha
Tiago Matos, Fígaro
Helena Ressurreição, Rosina
Aníbal Mancini, Conde d`Almaviva
Christian Lujan, Dr. Bartolo
Job Tomé, Basílio
Maria Mendes, Berta
Coro OFP (com a participação de elementos do Coro Polifónico da Lapa)
Orquestra Filarmónica Portuguesa
Osvaldo Ferreira, direção musical
Ficha Técnica
Paulo Lapa, encenação
Nuno Esteves “Blue”, cenografia e figurinos
Carin Geada, desenho de luz
Anita Magalhães Faria, direção de cena
Notícias

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.
A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.
O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.
O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.
O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.
A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.
Foto de Capa: @pedro.couto
Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa