
Christian Luján nasceu em 1984 em Medellín, na Colômbia. Iniciou a sua formação musical no Instituto de Bellas Artes de Medellín, onde estudou guitarra. Em 2007 viajou para Portugal, onde estudou Musicologia na Universidade Nova de Lisboa e Canto no Conservatório Nacional de Lisboa. Foi aluno de Manuela de Sá e de José Manuel Brandão, tendo-se diplomado com distinção. Prosseguiu os seus estudos de pós-graduação no Flanders Opera Studio, em Gent, na Bélgica, sob a orientação de Ronny Lauwers. Mais recentemente, diplomou-se também pela International Opera Academy, com Guy Joosten.
Como membro do estúdio e da academia trabalhou com os encenadores Peter Konwitscny, Guy Joosten, Vincent Van den Elshout e Benoît De Leersnyder, com os maestros René Jacobs, Pietro Rizzo e Yannis Pouspurikas, com os cantores Jose van Dam, Natalie Dessay, Sir Thomas Allen, Ann Murray, Dietrich Henschel e Susan Waters, e com os pianistas Malcolm Martineau e Hein Boterberg.
Christian Luján interpretou vários personagens de ópera, incluindo: Albert, em Werther de Massenet, no Teatro Verdi di Trieste; Charles Edward, em Candide de Bernstein, e Pinellino, em Gianni Schicchi de Puccini, no Teatro Nacional de São Carlos; Guglielmo, em Così fan tutte de Mozart, no Teatro São Luiz; Leporello, em Don Giovanni de Mozart, na Alden Biesen Zomeropera; Papageno, em A flauta mágica de Mozart; K. Mauricio, em A Morte do Palhaço de Mário Branco e João Brites, no Teatro Nacional São João; Pai, em Elle est moi und töte mich – an oneiric opera on Romy Schneider de J. Blanckaert, no Opera Studio; Lodovico e Montano, em Otello de Verdi, e Varsonofyev, em Khovanshchina de Mussorgsky, na Vlaamse Opera; Dr. Grenvil, em La traviata de Verdi, na Brussels Philharmonic; e Frühlings Erwachen de Frank Wedekind, no Flagey de Bruxelas, na Vlaamse Opera e em digressão na Bélgica.
Notícias

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.
A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.
O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.
O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.
O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.
A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.
Foto de Capa: @pedro.couto
Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa