
Anibal Mancini é um tenor lírico leggero, conhecido pela agilidade de suas coloraturas, beleza de timbre, rico fraseado e interpretações precisas.
Recentemente apresentou-se no Teatro Comunale de Bologna como Don Ramir na ópera La Cenerentola, no Teatro Cívico de Castello em Cagliari como Narciso na ópera L'Ape Musicale, no Theatro Municipal de São Paulo como Ferrando na ópera Così fan Tutte, no Teatro Solís de Montevideo como Almaviva na ópera O Barbeiro de Sevilha, no Festival Amazonas de Ópera como Acis, na ópera Acis and Galatea, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e no Theatro São Pedro com a ópera Don Quichotte de Massenet (Rodriguez). Outras participações incluem O Messias de Handel no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e no Palácio das Artes de Belo Horizonte, concerto de gala Rossini, As Bodas no Monastério de Prokofiev (Antonio), Falstaff (Fenton) de G. Verdi, La Donna Del Lago de Rossini (Uberto), O Barbeiro de Sevilha (Conde Almaviva) de Rossini, Gianni Schicchi (Rinuccio) de G. Puccini.
Também cantou a ópera O Menino e a Liberdade" (Rapaz) de Ronaldo Miranda, deu vida a Hipólito na estreia mundial da ópera Fedra e Hipólito de Christopher Park no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, partcipou da ópera em concerto L’oro non compra amore, de Marcos Portugal e interpretou árias de Rossini no concerto Noite de Bel Canto com a OSB Ópera e Repertório no Theatro Municipal do Rio deJaneiro.
Seu repertório abrange ainda Dido e Enés de Purcell, A Hand of Bridge de S. Barber, Matinas de Natal de Pe. José Maurício, Cantatas de J. S. Bach, Il Tabarro (Tinca), Pygmalion de Rameau etc.
Aníbal foi um dos vencedores do 11º Concurso Maria Callas em 2011 e em 2013 foi nomeado Revelação Lírica pelo Blog Ópera e Ballet.
Notícias

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.
A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.
O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.
O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.
O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.
A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.
Foto de Capa: @pedro.couto
Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa