A Alto Minho Youth Orchestra (AMYO) é um projeto ambicioso, sediado em Viana do Castelo. Ao longo destes anos tem unido jovens músicos de todo o mundo, que, orientados por músicos de prestígio internacional, interpretam ao mais alto nível algumas das mais emblemáticas obras do repertório sinfónico.
Para assinalar o seu quinto aniversário, estes jovens, sob a direção do maestro Miguel Sepúlveda, explorarão algumas das questões mais elementares e intemporais da condição humana: “O que é a vida e o que é a morte? Viveremos eternamente? Será tudo um sonho vazio ou terão a vida e a morte algum sentido?”. Partindo destas premissas, Mahler edifica a monumental Sinfonia n.º 2, “Ressurreição”.
Ao unir forças com o seu projeto irmão, o Alto Minho International Choir, e ao lado da soprano Sílvia Sequeira e da mezzo-soprano Cláudia Ribas, a AMYO convida o público a um período de introspeção ou, simplesmente, a um momento de pura fruição perante uma das obras mais transcendentes do cânone sinfónico.
Gustav MAHLER (1860-1911)
Sinfonia n.º 2 em dó menor, GMW 30
1. Allegro maestoso
2. Andante moderato
3. In ruhig fließender Bewegung
4. Urlicht: Sehr feierlich, aber schlicht
5. Im Tempo des Scherzos
Sílvia Sequeira, soprano
Cláudia Ribas, mezzo-soprano
Coro Polifónico da Lapa
Alto Minho International Choir
Coral de Letras da Universidade do Porto
Alto Minho Youth Orchestra
Donka Miteva, direção musical do Alto Minho International Choir
Miguel Sepúlveda, direção musica
Cartaz: Cipriano Oquiniame • ARTΞ
Notícias

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.
A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.
O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.
O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.
O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.
A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.
Foto de Capa: @pedro.couto
Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa