
Cláudia Ribas é uma mezzo-soprano portuguesa reconhecida pela sua versatilidade na interpretação de repertório barroco, clássico e contemporâneo. Concluiu recentemente o programa de Jovens Artistas da Oper Frankfurt (2022–2025), onde participou em diversas produções, entre as quais Giulio Cesare, Die Zauberflöte, Guercoeur, Elektra, Partenope, L’invisible e The Enchantress.
Entre os seus compromissos recentes e futuros destacam-se estreias e regressos a papéis em importantes teatros europeus, como o Luzern Theater, a Malmö Opera, o Nationaltheater Mannheim e a Oper Frankfurt, interpretando papéis como Carmen, Tancredi, Federica (Luisa Miller) e Cornelia (Giulio Cesare).
Na vertente concertística, Cláudia Ribas apresentou-se como solista com agrupamentos como a Copenhagen Phil, a Aarhus Symfoniorkest e a Aschaffenburg Philharmonic, bem como em eventos de prestígio, entre os quais o Rising Stars – Symphony e o Copenhagen Opera Festival, interpretando obras de referência como a 9.ª Sinfonia de Beethoven, o Requiem de Verdi e An die Hoffnung de Max Reger.
É mestre pela Royal Danish Academy of Music (DKDM), onde integrou a Opera Academy, e licenciada pelo Conservatorium van Amsterdam. Teve como principais professores Jens Søndergaard e Don Marrazzo.
Cláudia Ribas foi distinguida em diversos concursos internacionais de canto, destacando-se os vários prémios obtidos no International Vocal Competition ’s-Hertogenbosch (1.º Prémio, Prémio Wagner, Prémio do Público e Prémio do Júri Júnior), bem como o Concurso Internacional de Lousada, o Prémio José Augusto Alegria e o Concurso Nacional de Canto.
Com um repertório que se estende de Handel e Mozart a Britten e à ópera contemporânea, Cláudia Ribas afirma-se como uma das mais promissoras mezzo-sopranos portuguesas da sua geração.
Notícias

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.
A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.
O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.
O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.
O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.
A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.
Foto de Capa: @pedro.couto
Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa