
Nascida no Porto a 15 de dezembro de 1992, a soprano Silvia Sequeira estudou no Conservatório de Música do Porto e na ESMAE (Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo).
Residente em Amesterdão (Países Baixos) é membro do Dutch National Opera Studio.
Foi laureada no «Queen Elisabeth Competition» na Bélgica, onde ganhou o prémio do público.
Foi a vencedora do «ARIA»; obteve o 2.º prémio, a melhor voz dramática, um prémio especial e o prémio do público no «Concurso Ebe Stignani»; o 3.º prémio no «Concurso Vinceró»; o prémio do público no concurso «Ciclo Lousada»; e vencedora do prémio Wagner e do público no «IVC» em 2022. Em 2021 ganhou o 2.º prémio no Concurso da Fundação Rotária Portuguesa e, nesse verão, estreou o papel de Micaela na ópera Carmen, em Weikersheim, Alemanha, dirigida por Elias Grandy.
Aos 31 anos, Sílvia Sequeira foi uma das premiadas do 61 Concurs Internacional de Cant Tenor Viñas. Ganhou o 3º Prémio “Maria Esperança Salvans Piera”, Prémio Especial “Societat del Gran Teatre del Liceu” para o melhor intérprete de Wagner, Prémio Extraordinário “Teatro Real de Madrid”, Prémio Extraordinário “Associació d’Amics de l’Òpera de Sabadell, Prémio Extraordinário “Internationale OpernWerkstatt” e Prémio do Público.
Estreou-se nos palcos internacionais, em 2019, com Zanetto, de P. Mascagni no papel de Silvia, no Conservatorium Maastricht. Em 2016/2017 participou na produção da ópera Così fan tutte, de Mozart no papel de Fiordiligi, inserido na pós-graduação em ópera e estudos teatrais da ESMAE, acompanhada pela Orquestra da ESMAE, sob a batuta de António Saiote, e encenação de António Durães e Cláudia Marisa.
Trabalhou com Cecilia Fontes, Palmira Troufa, João Henriques, Rui Taveira, António Salgado, Luís Rendas Pereira, Connie de Jogn, Susan Waters, Yvonne Schiffelers, Maestra Mya Besselink, Chelsea Bonagura, entre outros.
Notícias

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.
A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.
O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.
O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.
O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.
A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.
Foto de Capa: @pedro.couto
Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa