
Natural de Rio de Moinhos Penafiel, João Merino fez o curso de Canto na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto (ESMAE) na classe de José de Oliveira Lopes.
Participou em numerosas classes de aperfeiçoamento com professores nacionais e internacionais tendo, como bolseiro da Santa Casa da Misericórdia do Porto, vindo a realizar trabalho intensivo de técnica vocal e repertório de ópera com o tenor Francisco Lázaro em Barcelona.
Apresentou-se publicamente como solista nas seguintes óperas: “Bodas de Fígaro” de Mozart (Fígaro); “D. Giovanni” de Mozart (D. Giovanni); “Fiore Nudo” (baseado em “D. Giovanni”) de Mozart (D. Giovanni) (numa produção do Teatro Nacional de S. João do Porto); “Barbeiro de Sevilha” de Rossini (Fiorello); “Lucrezia Borgia” de Donizetti (Petrucci) (numa produção do Teatro Real de Madrid e encenação de Emílio Saggi); “La Bela Dormente” nel Bosco de Resphighi (Rei e Lenhador); “Carmen” de Bizet (Morales); “La Traviata” de Verdi (Grenvil e Douphol); “Tosca” de Puccini (Sacrestano); “Hansel und Gretel” de Humperdinck (Peter); “Le Rousignol” de Stravinsky (Imperador); “Le Pauvre Matelot” de Milhaud (Le Ami) e mais recentemente os papeis masculinos da Operita Tango Maria de Buenos Aires de Astor Piazzolla (no Teatro Carlos Alberto – Porto).
Ao nível do concerto já se apresentou com: “Stabat Mater” de Rodrigues Esteves, “Gloria” de Vivaldi, Missa em Sol e Missa em Dó maior de Tellemann, “Messias” de Haendel, Magnificat, Missa em Sol m de Bach, “Criação” de Haydn, a integral das missas brevis, Missa da Coroação e Requiem de Mozart, Missa em Sol M de Schubert, Fantasia Coral e 9ª Sinfonia de Beethoven, Requiem de Fauré, “Don Quichotte à Dulcinée” e “Cinque chansons populaires Greques” de Ravel, “Kindertotenlieder” e “Lieder eines fahrenden Gesellen” de Mahler, “Le Bestiaire” de Poulenc, “Chichester Psalms” de Leonard Bernstein, entre outros.
Como solista foi dirigido pelos maestros António Saiote, Filipe Veríssimo, Florian Totan, Gunther Argelhebe, Howard Dyck, Ivo Cruz, Jean-Marc Burfin, João Paulo Santos, José Ferreira Lobo, José Luís Borges Coelho, Miguel Ortega, Roberto Perez, Rui Massena, Omri Hadari e Walter Hidalgo.
Em cena teve como directores Carlos Avilez, Emílio Saggi, João Henriques, João Paes, Jorge Rodrigues, Norma Graça-Silvestre, Nuno M Cardoso, Paulo Matos, Tim Coleman.
João Merino tem participado em inúmeros concertos do Grupo Música Nova com o qual fez várias estreias nacionais e mundiais de obras contemporâneas.
Notícias

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.
A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.
O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.
O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.
O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.
A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.
Foto de Capa: @pedro.couto
Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa