
Obteve o Mestrado em Música no ramo de Direção de Orquestra de Sopros no Instituto Piaget de Viseu na classe do Maestro Paulo Martins, Licenciatura em Direção de Orquestra de Sopros na Escola Superior de Música de Lisboa, na classe dos Maestros Alberto Roque, Vasco Pearce Azevedo e Paulo Lourenço, e Licenciatura em Direção de Orquestra pela Academia Militar.
Fez diversos Master-class em Direção Musical de Banda e Orquestra com os Maestros, António Saiote, Ignacio Petit, Jan Cober, Carlo Pirola, Douglas Bostok, Eugene Corporon, Steven Davis, Félix Hauswirth e José Vilaplana.
Realizou algumas digressões pelo país e estrangeiro, destacando-se a presença com, Banda Sinfónica de Exército no 1º Festival Internacional de Bandas Militares (Mafra, 2001), Orquestra Ligeira de Ponta Delgada na cidade de Fall River (Estados Unidos da América), Banda Musical e Recreativa de Vilela no Certame internacional de Bandas de Vila de Altea (Espanha) e com a Banda Militar do Porto no Festival internacional de Bandas Militares em Segovia (Espanha). Teve oportunidade de dirigir a Banda Militar dos Açores, Banda Militar do Porto, Banda da Guarda Nacional Republicana, Banda Lira Nossa Senhora da Estrela e a Banda Marcial de Nespereira. Da Escola Superior de Música de Lisboa dirigiu a Orquestra de Sopros, Orquestra de Música Contemporânea, Camerata de sopros Silva Dionísio, Ensemble de Clarinetes, Ensemble de Saxofones, Coro de Repertório, Coro Geral, e diversos agrupamentos orquestrais no evento “Peças Frescas” onde estreou diversas obras de compositores como Sara Ross, João Ceitil, Luís Salgueiro, Thomas Billie Baxter, e André Santos.
Foi Diretor Artístico da Banda Sinfónica do Exército, Orquestra Ligeira do Exército, Banda de Música da Casa do Povo de Moreira Lima (Ponte de Lima), Orquestra Ligeira de Vilela (Paredes), Banda do Senhor Santíssimo Salvador do Mundo (Açores), Banda Triunfo (Açores) e Banda Musical União dos Amigos (Açores).
Atualmente é o maestro da Banda Marcial de Gueifães da Maia e o chefe da Banda do Exército - Destacamento do Porto. É membro da WASBE (World Association for Symphonic Bands and Ensembles).
Notícias

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.
A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.
O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.
O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.
O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.
A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.
Foto de Capa: @pedro.couto
Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa