
Patrícia Quinta nasceu no Porto, em 1979. Efectuou os estudos de canto no Conservatório Superior de Música de Gaia realizando o Curso de Canto Teatral na classe de Fernanda Correia.
Em 2004, ingressou na Universidade de Música e Artes do Espectáculo de Viena onde continuou a sua formação de canto com Margit Klaushofer, especializando-se no domínio do Lied e Oratória com Charles Spencer e no domínio da ópera com Reto Nickler.
Diplomada em Julho de 2007, em Lied e Oratória pela mesma Universidade, trabalha com Christa Ludwig na continuação do seu aperfeiçoamento artístico.
Em Novembro de 2006 participou na ópera “L’incoronazione di Poppea” (Octavia) de C. Monteverdi, em Março de 2006 na ópera “Juliette” (Kleiner Araber, Junger Matrose e Hotelboy) de B. Martinu ambas produções da Universidade de Música e Artes do Espectáculo de Viena. Em Maio de 2005 integrou o elenco da ópera “A Flauta Mágica” (Segunda Dama) de W. A. Mozart, numa co-produção do Ciclo Portuense de Ópera e Orquestra Nacional do Porto. Em Outubro de 2004, interpretou o papel de Mãe na ópera “Mavra” de Stravinsky, numa produção da Fundação Calouste Gulbenkian.
Participou no Concurso Nacional de Canto Luísa Todi 2003, onde obteve o 4.º lugar e o prémio Bocage (cantor revelação).
No domínio da oratória foi solista na “Missa de Coroação” e “Requiem” de Mozart, “Stabat Mater” de Pergolesi, “Cantata de Natal” de Saint-Säens e “Petite Messe Solenelle” de Rossini. Tem realizado vários recitais de Lied e galas de ópera em Portugal e em Viena.
Frequentou classes de aperfeiçoamento com Hilde Zadek, Ulf Bästlein, Enza Ferrari, Elsa Saque, Laura Sarti, António Salgado e Rudolf Piernay.
É Licenciada em Psicologia pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.
Notícias

O Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa, realizado no dia 13 de dezembro, voltou a reunir música, espiritualidade e comunidade num dos momentos mais aguardados da programação cultural natalícia. A Igreja da Lapa proporcionou o cenário ideal para uma noite marcada pelo profundo simbolismo da época.
A interpretação esteve a cargo da Orquestra Filarmónica Portuguesa, sob a direção do maestro Osvaldo Ferreira, que conduziu o concerto com grande sensibilidade musical. O elenco de solistas reuniu as vozes de Alexandra Quinta e Costa (soprano), Ella Feldmeier (mezzo-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e Hugo Oliveira (baixo), cujas interpretações se destacaram pela expressividade e perfeita integração com a orquestra e o coro.
O núcleo central do repertório foi a Cantata de Natal (1ª parte - Cantatas I e II) de Johann Sebastian Bach, uma das obras mais emblemáticas do período barroco e profundamente ligada à celebração litúrgica do Natal. Estruturada em várias cantatas destinadas aos dias festivos entre o Natal e a Epifania, a obra combina coros de grande solenidade com árias e recitativos de intensa carga espiritual. A música de Bach, simultaneamente majestosa e intimista, convidou o público a uma vivência profunda do mistério do Natal, num diálogo constante entre texto, música e fé.
O Coro Polifónico da Lapa, preparado e dirigido pelo maestro Filipe Veríssimo, teve um papel determinante na construção sonora da obra, revelando uma sonoridade que enriqueceu todo o programa.
O concerto culminou com o tema Adeste Fideles, tradicionalmente atribuído a D. João IV, momento particularmente emotivo que contou com a participação do público. Este gesto simbólico transformou a interpretação final num verdadeiro momento de comunhão, unindo intérpretes e ouvintes num cântico coletivo de celebração e esperança.
A noite encerrou sob fortes aplausos e num ambiente de grande emoção, reafirmando o Concerto de Natal na Igreja da Lapa como uma tradição viva, onde a música se alia ao espírito natalício e à partilha comunitária.
Foto de Capa: @pedro.couto
Excerto do Tradicional Concerto de Natal na Igreja da Lapa
Som gravado ao vivo pela Orquestra Filarmónica Portuguesa